Olá!
Segue o link para a prova do 3º ano, são cinco questões objetivas valendo dois pontos cada.
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terça-feira, 17 de abril de 2018
segunda-feira, 16 de abril de 2018
terça-feira, 3 de maio de 2016
O PROBLEMA DAS ILHAS DE CALOR
Com os dados do último Censo demográfico de 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calculou em mais de 84% a taxa de urbanização do País. Em 1940, a taxa correspondia a 31% e, 30 anos depois, em 1970, era de quase 56%. A evolução dessa taxa mostra que as cidades brasileiras vêm crescendo e expandindo suas áreas urbanas. O crescimento das cidades geralmente ocorre em detrimento das áreas vegetadas. São parcelas agrícolas, sítios, pastagens ou florestas que são substituídos por novos loteamentos, vias de circulação, zonas industriais ou, ainda, pela ocupação espontânea das favelas.
Observe o esquema a seguir:
Observe o esquema a seguir:
Dessa maneira, toda cidade, quando se expande, altera a cobertura do solo, isto é, o solo onde antes havia vegetação passa a ser recoberto pelos diferentes tipos de materiais usados na construção civil. Muitas consequências derivam dessa alteração. Uma delas é facilmente sentida pelo citadino: a ilha de calor que se manifesta pela diferença de temperatura entre o centro da cidade, mais quente, e seu entorno, mais fresco.
A maior cidade do País é um exemplo representativo do processo de crescimento, já que possui uma mancha urbana enorme. Pesquisadores apontam que, em 1965, São Paulo e seus municípios vizinhos contavam com 744 quilômetros quadrados de área urbana. Cálculos feitos em 2010, a partir de imagens de satélite, apontam áreas urbanas espalhadas por, aproximadamente, 80 quilômetros no sentido leste-oeste e 40 quilômetros no sentido norte-sul, que recobrem um espaço superior a 1,9 mil quilômetros quadrados. Nesse gigantismo, áreas urbanas de vários municípios encontram-se conurbadas e abrigam uma população superior a 19 milhões de pessoas. Exemplo de outra região do País, a cidade de Manaus também teve um crescimento significativo. Em 1973, a área urbana era de 91 quilômetros quadrados e, em 2008, de 242. Ela acolhe hoje, segundo estimativa do IBGE, uma população superior a 2 milhões de habitantes.
A ilha de calor urbano pode ser resumida sucintamente como o resultado acumulativo de alterações na cobertura do solo e na composição da atmosfera, devido ao desenvolvimento urbano e às atividades humanas. É, portanto, exemplo evidente de uma mudança climática de origem antrópica. Mas como isso acontece?
As alterações da cobertura do solo provocadas pela expansão das cidades transformam o balanço de radiação local (veja o quadro). Toda superfície tem a propriedade de refletir, absorver ou transmitir a radiação solar. Ao refletir a radiação, a superfície devolve para a atmosfera a energia incidente. Ao absorver, a energia acumulada estimula uma movimentação molecular que gera o calor que será irradiado. Já nas superfícies transparentes, a energia é transmitida de um meio para o outro. A interação da energia com os diferentes tipos de superfície ocorre segundo os parâmetros físicos dos materiais, favorecendo ora a reflexão da radiação solar, ora a absorção, ora a transmissão. A fração da radiação solar refletida por uma superfície é quantificada pelo albedo (veja o quadro). De um modo geral, as superfícies escuras absorvem a energia e as claras refletem. O asfalto, por exemplo, absorve a energia refletida e se aquece. Uma superfície gramada, ao contrário, reflete mais que absorve.
As superfícies urbanas são mais quentes e secas que as superfícies vegetadas. O calor é, evidentemente, o principal ingrediente da ilha de calor urbano, mas não é o único. A secura e a poluição da atmosfera são outros fatores que contribuem para a sua formação.
Nesse fenômeno, o calor provém do aumento da absorção da radiação solar promovido pelos materiais usados em edificações e pavimentações de vias, como cimento, concreto e asfalto, que absorvem a radiação solar e se aquecem. Além de reter o calor, as superfícies urbanas também são secas, porque nas cidades o revestimento do solo é impermeável. Ou seja, a água da chuva não penetra no solo e escoa diretamente para as canalizações. A secura da atmosfera urbana também deriva da falta, nesse espaço, de áreas vegetadas e corpos hídricos. Esses fatos reduzem a evaporação, o que, além de diminuir a quantidade de vapor d’água na atmosfera, deixa energia sobrando no sistema para aquecer ainda mais o ar.
As atividades industriais e a intensa circulação de automóveis, ônibus e caminhões também geram uma produção adicional de calor provocada pelos processos de combustão. Esses processos lançam partículas finas na atmosfera, intensificando a poluição do ar e o efeito estufa, que, por sua vez, dificulta a circulação do ar e a dispersão dos poluentes. A cidade possui ainda uma rugosidade, isto é, a presença de edificações. Isso reduz a velocidade média dos ventos, diminuindo a troca de ar entre a cidade quente e as áreas circundantes mais frescas.
A diferença entre a temperatura das áreas urbanas, densamente construídas e de tráfego intenso, e a das áreas do entorno, menos densas e mais vegetadas, pode chegar a valores superiores a 10ºC, como apontam as pesquisas sobre São Paulo. Em Manaus, essa diferença é superior a 3ºC em alguns meses do ano. Constatou-se também que, nos últimos 75 anos, a temperatura média de São Paulo ficou 2ºC mais quente. A mesma tendência foi verificada em Manaus: entre 1961 e 2010, a temperatura média da cidade aumentou 0,7ºC.
Pelo mundo, as pesquisas demonstram que a ilha de calor é frequente em cidades grandes e médias. No Brasil, grandes cidades como São Paulo e Manaus, usadas como exemplos neste texto, além de Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Belém e cidades médias como Presidente Prudente, Catanduva, Londrina, Cuiabá e Araçatuba, entre outras, já tiveram suas ilhas de calor estudadas. Nas regiões tropicais, a ilha de calor torna-se um problema evidente de conforto térmico e também econômico, pois provoca a necessidade de refrigerar os ambientes, aumentando o consumo de energia.
Já nas regiões temperadas e frias, a ilha de calor pode vir a ser uma vantagem que contribui para o menor consumo de energia no aquecimento dos ambientes durante o inverno. No entanto, mesmo nessas regiões, a ilha de calor pode ser uma desvantagem no verão se houver intensa necessidade de resfriar os ambientes, fazendo com que a economia feita no inverno seja amplamente ultrapassada no verão. É o caso da cidade de Nova York.
Observe o mapeamento das áreas de calor na cidade de São Paulo:
Observe o mapeamento das áreas de calor na cidade de São Paulo:
Para mitigar os efeitos da ilha de calor, os cientistas são unânimes: é necessário modificar o albedo das superfícies urbanas. Uma medida simples e eficiente é ampliar as áreas permeáveis com vegetação. Plantar árvores, recuperar bosques de vegetação nativa, lagos, criar parques, jardins e aumentar as superfícies hídricas são algumas das ações citadas. O plantio de árvores é essencial no processo de resfriamento da atmosfera urbana, pois auxilia no sombreamento das superfícies, reduzindo seu aquecimento, contribui na filtragem da poluição do ar, na redução da sonora, na criação de hábitats etc. Ainda, as áreas vegetadas favorecem maior infiltração da água de chuva no solo, aumentando a evapotranspiração e, com isso, uma maior quantidade de vapor d’água na atmosfera (veja o quadro). Os materiais usados nas construções urbanas também devem ser escolhidos de acordo com suas propriedades de emissividade e reflectância.
Outra medida que vem sendo aplicada em algumas cidades, inclusive no Brasil, é a construção dos telhados verdes. Neles, um solo artificial é construído, onde é cultivada uma vegetação específica, com plantas resistentes e de raízes superficiais, que diminuem o aquecimento dos telhados e melhoram o conforto térmico dos edifícios.
Atividade Globalização 9º ano E.F
O QUE É GLOBALIZAÇÃO
Podemos dizer que é um processo
econômico e social que estabelece uma integração entre os países e as pessoas
do mundo todo. Através deste processo, as pessoas, os governos e as empresas
trocam ideias, realizam transações financeiras e comerciais e espalham aspectos
culturais pelos quatro cantos do planeta.
O conceito de Aldeia Global se
encaixa neste contexto, pois está relacionado com a criação de uma rede de
conexões, que deixam as distâncias cada vez mais curtas, facilitando as
relações culturais e econômicas de forma rápida e eficiente.
Origens da Globalização e suas
Características
Muitos historiadores afirmam que este
processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e
Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em
contato com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e
culturais. Porém, a globalização efetivou-se no final do século XX, logo após a
queda do socialismo no leste europeu e na União Soviética. O neoliberalismo,
que ganhou força na década de 1970, impulsionou o processo de globalização
econômica.
Com os mercados internos saturados,
muitas empresas multinacionais buscaram conquistar novos mercados consumidores,
principalmente dos países recém-saídos do socialismo. A concorrência fez com
que as empresas utilizassem cada vez mais recursos tecnológicos para baratear
os preços e também para estabelecerem contatos comerciais e financeiros de
forma rápida e eficiente. Neste contexto, entra a utilização da Internet, das
redes de computadores, dos meios de comunicação via satélite etc.
Outra característica importante da
globalização é a busca pelo barateamento do processo produtivo pelas
indústrias. Muitas delas produzem suas mercadorias em vários países com o
objetivo de reduzir os custos. Optam por países onde a mão-de-obra, a
matéria-prima e a energia são mais baratas. Um tênis, por exemplo, pode ser
projetado nos Estados Unidos, produzido na China, com matéria-prima do Brasil,
e comercializado em diversos países do mundo.
GLOBALIZAÇÃO DO CRIME
O crime também tem passado pelo processo de globalização, assim com a
economia. Nos dias de hoje, obstáculos, distâncias e fronteiras não têm a mesma
força, por influência da globalização e os avanços tecnológicos que ela trouxe,
tornando mais fácil a movimentação de pessoas, de informação e de capitais.
A globalização não existe só na economia mundial, também é possível ver
a sua marca em atividades ilegais como a prostituição, pedofilia, tráfico de
drogas, armas e animais, aumento de organizações criminosas, "lavagem de
dinheiro" e consequente aumento dos "paraísos ficais". O mundo
globalizado enfrenta agora uma nova ameaça, já que as facções criminosas não
têm barreiras geográficas que atrapalhem os seus objetivos de cometer delitos para
o seu próprio bem. Esta é talvez uma das maiores desvantagens da globalização:
capacitou os criminosos, que usaram a maior facilidade de trânsito de
mercadorias, serviços e pessoas entre os países para cumprirem os seus
propósitos ilícitos.
VANTAGENS E DESVANTAGENS DA
GLOBALIZAÇÃO
Como muitos outros fenômenos de elevada complexidade, a globalização
apresenta pontos positivos e negativos. A globalização foi importante no
combate à inflação e ajudou a economia ao facilitar a entrada de produtos
importados. O consumidor teve acesso a produtos importados de melhor qualidade
e mais baratos, assim como produtos nacionais mais acessíveis e de melhor
qualidade. Outra vantagem é que a globalização atrai investimentos de outros
países, traz desenvolvimento tecnológico, melhora o relacionamento com outros
países, potencia as trocas comerciais internacionais, e abre as portas para
diferentes culturas.
Por outro lado, uma das maiores desvantagens da globalização é a
concentração da riqueza. A maior parte do dinheiro fica nos países mais
desenvolvidos e apenas 25% dos investimentos internacionais vão para as nações
em desenvolvimento, o que faz disparar número de pessoas que vivem em extrema
pobreza. Com menos de 1 dólar por dia. Alguns economistas afirmam que nas
últimas décadas, a globalização e a revolução tecnológica e científica (que são
responsáveis pela automação da produção) são as principais causas do aumento do
desemprego.
A globalização também pode
desvalorizar a cultura nacional de um determinado país, quando países mais
ricos se instalam em países mais pobres, explorando a matéria prima e se
aproveitando da mão de obra barata.
GLOBALIZAÇÃO E TECNOLOGIA
A tecnologia acompanha o homem desde
sua criação. A descoberta da roda, do fogo, a utilização de pedaços de pau para
a caça, são instrumentos tecnológicos. No decorrer de toda sua existência, o
homem vem desenvolvendo aparatos não se dando conta, no entanto, de se tratarem
de tecnologia. A Revolução Tecnológica, ocorrida em meados da década de70 do
século passado, seria inevitável. A eletricidade, a eletrônica, a automação,
viriam a promover o desenvolvimento da tecnologia da informação que, por sua
vez, trataria de tornar o conhecimento globalizado. Como num ciclo vicioso,
essa globalização, fruto da revolução tecnológica, necessita da tecnologia para
auto sustentação. A informação em tempo real se transformando combustível do
capitalismo. Novos modelos de negócios, a virtualização do trabalho, criam
novas necessidades de mão de obra especializada. A empresa do século XXI tem o
desafio de utilizar todo poderio tecnológico de forma sistêmica e sinergética
para se manter num mercado que cada vez mais exige que as empresas sejam
dinâmicas, imediatistas, diversificadas.
Com a economia mundial globalizada, a
tendência comercial é a formação de blocos econômicos. Estes são criados com a
finalidade de facilitar o comércio entre os países membros. Adotam redução ou
isenção de impostos ou de tarifas alfandegárias e buscam soluções em comum para
problemas comerciais.
Em tese, o comércio entre os países
constituintes de um bloco econômico aumenta e gera crescimento econômico para
os países. Geralmente estes blocos são formados por países vizinhos ou que
possuam afinidades culturais ou comerciais. Esta é a nova tendência mundial,
pois cada vez mais o comércio entre blocos econômicos cresce. Economistas
afirmam que ficar de fora de um bloco econômico é viver isolado do mundo
comercial.
BLOCOS ECONÔMICOS
UNIÃO EUROPEIA
A União Europeia (UE) foi
oficializada no ano de 1992, através do Tratado de Maastricht. Este bloco é
formado pelos seguintes países: Alemanha, França, Reino Unido, Irlanda, Holanda
(Países Baixos), Bélgica, Dinamarca, Itália, Espanha, Portugal, Luxemburgo,
Grécia, Áustria, Finlândia e Suécia. Este bloco possui uma moeda única que é o
EURO, um sistema financeiro e bancário comum. Os cidadãos dos países membros
são também cidadãos da União Europeia e, portanto, podem circular e estabelecer
residência livremente pelos países da União Europeia.
A União Europeia também possui
políticas trabalhistas, de defesa, de combate ao crime e de imigração em comum.
A UE possui os seguintes órgãos: Comissão Europeia, Parlamento Europeu e
Conselho de Ministros.
MERCOSUL
O MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) foi
oficialmente estabelecido em março de 1991. São membros plenos seguintes países
da América do Sul: Brasil, Paraguai, Uruguai Argentina e Venezuela.
Futuramente, estuda-se a entrada de novos membros, como o Chile e a Bolívia. O
objetivo principal do MERCOSUL é eliminar as barreiras comerciais entre os
países, aumentando o comércio entre eles. Outro objetivo é estabelecer tarifa
zero entre os países e num futuro próximo, uma moeda única.
GLOBALIZAÇÃO E SOCIEDADE DO CONSUMO
Esse fenômeno é gerado pela
necessidade do capitalismo de conquistar novos mercados, principalmente se o
mercado atual estiver saturado. Como ocorre? O produtor efetua a compra da
matéria-prima de qualquer lugar do mundo, onde ela seja barata e de boa
qualidade. Instala a sua fábrica onde a mão de obra é mais barata. O lugar não
importa muito, para onde serão vendidos os produtos. Após a fabricação do
produto o produtor distribui sua mercadoria para qualquer lugar do mundo que
ele desejar.
As inovações tecnológicas,
principalmente nas telecomunicações e na informática, promoveram o processo de
globalização. A partir da rede de telecomunicação (telefonia fixa e móvel,
internet, televisão, aparelho de fax, entre outros) foi possível a difusão de
informações entre as empresas e instituições financeiras, ligando os mercados
do mundo.
GLOBALIZAÇÃO E SOCIEDADE DE CONSUMO
A sociedade de consumo é o tipo de
sociedade que se encontra numa avançada etapa de desenvolvimento industrial
capitalista e que se caracteriza pelo consumo excessivo de bens e serviços.
Conceito de sociedade de consumo está ligado ao de economia de mercado e, por
fim, ao conceito de capitalismo.
Características da Sociedade de
Consumo:
A oferta excede a procura, o que
implica o recurso a estratégias de marketing para escoar a produção;
Sociedade de oferta de bens
normalizados, produzidos a baixos custos que resultam da produção em série,
atrativos e de duração efémera, pois as necessidades de produzir e escoar são
permanentes;
- Sociedade com padrões de consumo
massificados devido ao tipo de oferta (bens padronizados) e tipo de pressões
exercidas sobre o consumidor.
CONSUMISMO
Conjunto de comportamentos e atitudes
susceptíveis de conduzir a um consumo sem critérios, compulsivo, irresponsável
e perigoso.
Sociedade de Consumo
Os meios de comunicação em massa
(jornal, televisão e rádio), têm o poder de criar a necessidade de uso de novos
produtos;
A associação entre esse modelo de
produção em série, as empresas prestadoras de serviços, caracteriza assim a
chamada: "SOCIEDADE DE CONSUMO".
GLOBALIZAÇÃO E CULTURA
Assim como em outros aspectos, a
cultura sofre a interferência do acelerado processo de globalização. Uma vez
que a disseminação da cultura não ocorre de maneira igualitária no mundo
globalizado, os países que controlam a produção cultural em massa acabam por
instaurar um padrão comportamental e produtivo.
Desse modo há uma imposição desigual de valores específicos, coordenada por uma
pequena parcela de nações. É o caso da hegemonia dos Estados Unidos, que ao se
tornarem potência econômica e política, passaram a ditar modelos a serem
seguidos pelo restante do mundo. Como exemplos, destacam-se o perfil do cinema
de Hollywood, hábitos alimentares como o fast food, além da influência musical
e da predominância do idioma inglês.
GLOBALIZAÇÃO CIENTÍFICA
O progresso científico avança
constantemente, pois precisa corresponder à demanda mundial por tecnologia.
Porém, o desenvolvimento científico não tem sido o desenvolvimento da
humanidade como um todo, fatores como: registro de propriedade intelectual, monopólio
tecnológico e desigualdade social impedem que a ciência e
a sociedade progridam juntas.
A ciência acentuou
sua importância no decorrer da história humana, mudou a forma do homem lidar
com a natureza e consigo mesmo; produziu conhecimentos que acarretaram mudanças
positivas e negativas, ela está ligada ao fator sócio-político e cultural.
A propriedade
intelectual impede que o desenvolvimento científico - tecnológico ocorra de
forma democrática entre às regiões do mundo. Enquanto países (praticamente o
hemisfério sul) desfrutam de altos padrões de tecnologia, outros tendem a viver
de forma socialmente ultrapassada.
Exercício de
Geografia
Leia o texto: “o que é globalização” e responda as questões a seguir:
1. O que é Globalização? 2 linhas
2. 2. O que você entende por Aldeia Global?
3 linhas
3. 3. Como foi o processo de Origem da
Globalização? 4 linhas
4. 4. O que proporcionou a concorrência
entre as empresas? 3 linhas
5. 5. Cite uma características
proporcionada pela Globalização ? 2 linhas
6. 6. De que forma a Globalização existe na
área do crime? 3 linhas
7. 7. Cite 2 vantagens da Globalização: 4
linhas
8. 8. Cite 2 desvantagens da Globalização:
4 linhas
9. 9. Desde quando a globalização acompanha
o homem? 2 linhas
10. Qual a importância da Revolução Tecnológica? 3 linhas
11 11. Qual é a tendência comercial da economia globalizada e qual foi sua
finalidade? 3 linhas
12 12. Como são geralmente formado os blocos econômicos? 2 linhas
13 13. Quando foi fundado a União Europeia (UE) e quais são os países que
formam esse bloco? 4 linhas
1414. Reescreva a parte do texto que fala sobre o sistema econômico da UE e
como são tratados os cidadãos membros? 5 linhas
1515. Quando foi fundado a MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) e quais são os
países que formam esse bloco? 4 linhas
1616. Qual o objetivo do MERCOSUL? 3 linha
1717. Como ocorre o fenômeno gerado pela necessidade do capitalismo de
conquistar novos mercados? 5 linhas
1818. Qual o conceito e como se caracteriza o desenvolvimento
industrial?
1919. Cite as características da sociedade de consumo? 6 linhas
2020. O que é consumismo? 2linhas
2121. Como a hegemonia dos Estados Unidos proporcionam a globalização
cultural? Dê exemplo? 5 linhas
2222. Quais os fatores interferem no desenvolvimento científico? 4 linha
23. O que impede o desenvolvimento científico? 5 linhas
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
África do Sul protesta contra monumentos coloniais
Protestos envolvendo monumentos coloniais são ponto de partida para discussão sobre os problemas e os desafios atuais do país
Nos últimos anos, monumentos do período colonial têm sido alvo de protestos em vários países africanos. Na capital da Namíbia, Windhoek, a estátua equestre de um soldado alemão foi removida do espaço público no Natal de 2013. Da mesma forma, recentemente, uma estátua de Cecil Rhodes foi retirada na Cidade do Cabo, a capital legislativa da África do Sul.
A polêmica em torno da remoção da efígie do primeiro ministro da então Colônia do Cabo foi motivo de algumas charges de Zapiro, um dos mais importantes caricaturistas sul-africanos. Uma delas, publicada no Mail & Guardian de 10 de abril de 2015, sugere um “efeito dominó” da ação estudantil em prol da remoção dos ícones do colonialismo. Depois de Rhodes, segue a derrubada de Paul Kruger, da Rainha Vitória e de Jan van Riebeck.
Desde a presença holandesa e da administração colonial de Jan van Riebeck, no século XVII, até a guerra anglo-bôer no alvorecer do século XX, quando o líder bôer Paul Kruger e a rainha britânica Vitória tiveram suas gentes envolvidas numa “guerra entre brancos”, as efígies do colonialismo (seja ele holandês, britânico ou bôer) incomodam as consciências daqueles que acusam a violência simbólica da supremacia branca de outrora. No entanto, ela ainda se faz presente nos espaços públicos, seja na forma de um monumento como o de Cecil Rhodes ou uma estátua equestre de Louis Botha.
A derrubada desses monumentos inscreve-se num processo de descolonização em muitas sociedades africanas. A mudança do nome de escolas e de outras instituições públicas, de praças, de ruas e de avenidas também faz parte desse movimento cívico que mobiliza a memória e a história coletiva em um contexto pós-colonial em várias cidades do continente africano.
Na África do Sul, alguns cidadãos consideram essas reivindicações “menores”, quando comparadas com outras questões prementes da sociedade pós-apartheid. A precariedade das escolas públicas, o número de crianças ainda fora delas, a qualificação e o plano de carreira dos professores da rede de ensino, as condições de acesso e permanência dos jovens nas universidades públicas, a política de ensino e de bolsas para estudantes são, entre outras, questões incontornáveis para o futuro da nação sul-africana.
Se a democratização do ensino parece ter sido uma prerrogativa do governo desde a Presidência de Nelson Mandela (quando a educação se tornou parte do Programa de Reconstrução e de Desenvolvimento), 20 anos depois os resultados têm sido parcos. Além das dificuldades com a escolarização e com a eventual formação de nível superior, tem-se ainda o desemprego. Os jovens formam um grupo vulnerável em relação à pobreza e ao desemprego. Variáveis como origem étnica e social e gênero podem ainda condicionar de forma diferenciada a inclusão/exclusão dos jovens.
Apesar de ser uma das primeiras economias do continente africano, a África do Sul apresenta uma forte desigualdade social. Sem dúvida, a desigualdade tem uma história que se confunde com a do apartheid. Se uma nova geração sul-africana já nasceu sob o signo da liberdade, a desigualdade social continua a aumentar e, por conseguinte, a solapar as bases da incipiente democracia naquele país.
A democratização da educação na África do Sul não significou uma educação igualitária. No romance da sul-africana Nadine Gordimer (Nobel de Literatura em 1991), intitulado O Melhor Tempo É o Presente (2012), um casal de classe média decide matricular seu filho numa escola particular. Trata-se de uma nova estratégia de mobilidade social para aqueles que já não acreditam mais no sistema público de ensino.
No livro, o casal depara-se com problemas e desafios emblemáticos, como, por exemplo, a convivência com a diversidade (étnica, sexual, religiosa), o cotidiano no subúrbio, a luta por um emprego, a violência urbana, a epidemia da Aids, a corrupção e os escândalos no seio do Congresso Nacional Africano, entre outras ocorrências.
A autora do livro trata dos preconceitos para além da dicotomia reducionista entre brancos e negros. Aborda as condições feminina, judaica, homossexual e dos estrangeiros em suas variantes enquanto alvos de deboches, desprezo, assédio e agressões. Cabe lembrar que o assédio e a violência sexual na sociedade contemporânea da África do Sul já foram tratados em outros romances. Para ficar num exemplo, o livro Desonra (1999), do escritor também sul-africano J. M. Coetzee (Nobel de Literatura em 2003).
Assim como na literatura, o reconhecimento e o direito das minorias étnicas, religiosas e sexuais também são reivindicados por artistas sul-africanos como Steve Cohen em suas performances em espaços públicos em várias cidades do mundo como Paris e Nova York.
Desde o fim do apartheid, a África do Sul tem passado por uma renovação em termos artísticos e culturais. As linguagens artísticas mantêm e inovam suas relações com a política. Artistas plásticos como Mbongeni Buthelezi, desenhistas como Zapiro, escritoras como Zoë Wicomb e Gcina Mhlophe, artistas performáticos como Steve Cohen e rappers como K. Jordan Forbes (vulgo AKA) permitem, com seus trabalhos, o conhecimento da realidade sul-africana, de seus problemas e dilemas.
Após duas décadas, a democracia na África do Sul enfrenta ainda dois sérios problemas de ordem política: a dificuldade de organização da sociedade civil e a corrupção no interior da política partidária. Em relação ao poder legislativo, o Parlamento sul-africano é bicameral, como no Brasil. A Assembleia Nacional contém 400 membros e o Conselho Nacional das Províncias, 90 membros. O número de parlamentares sul-africanos é próximo ao de deputados no Congresso brasileiro. Mas a população da África do Sul é de 53 milhões, enquanto a brasileira é quatro vezes maior. O PIB brasileiro é também, aproximadamente, quatro vezes superior ao sul-africano. Apesar da hipertrofia do Parlamento e dos elevados custos com sua manutenção, o mesmo apresenta algumas disfunções que comprometem a eficácia legislativa do regime democrático no país.
Nas últimas décadas houve a formação de uma nova elite política. O favoritismo e a corrupção condicionam o acesso a cargos públicos e, não raro, a ascensão social de grupos emergentes. No entanto, o Congresso Nacional Africano tem sofrido disputas internas, com alguns políticos abandonando o partido, enquanto outros foram expulsos. Após 20 anos, o desgaste político do CNA não decorre apenas da longa permanência na situação, mas também dos parcos resultados nos campos da saúde e da educação, assim como das taxas de desemprego e dos riscos da economia de mercado.
A discrepância entre a riqueza produzida, sua distribuição, os impostos arrecadados e os investimentos públicos tem forte impacto social, o que faz com que alguns clamem por reformas mais eficazes e de curto prazo. No poder desde as primeiras eleições “multirraciais”, o CNA perdeu alguns membros históricos, outros foram envolvidos em escândalos financeiros, políticos e sexuais. Cabe ainda ressaltar o caráter populista que assumiu o partido desde que Jacob Zuma assumiu a Presidência do país em 2009.
Numa caricatura de Damien Glez, o presidente sul-africano aparece como um camaleão sobre a bandeira nacional. A camuflagem do pequeno animal o protege. Jacob Zuma foi prisioneiro político durante o apartheid. Depois assumiu cargos políticos de importância no CNA e no governo. Em 2008, foi afastado da Vice-Presidência por estar supostamente envolvido em esquemas de corrupção. Antes de ser presidente da África do Sul, foi ainda alvo de acusações por supostamente aceitar propinas milionárias do tráfico de armas. Também foi parar no Tribunal por uma acusação de estupro. Nesse episódio, além de declarações machistas, Zuma afirmou que, após o ato sexual, ele teria se lavado bem para se proteger de uma eventual contaminação pelo HIV. Devido à gravidade da epidemia da Aids em toda a África austral e à sua interface com a banalização da violência sexual, as declarações de Jacob Zuma foram muito criticadas por vários grupos dentro do país e também em nível internacional.
Os gastos com festas para amigos e familiares e a compra de bens e artigos de luxo, além de aquisições e reformas de residências palacianas, contribuíram para o desgaste da imagem pessoal de Zuma, mas também afetou a reputação do próprio CNA, cuja representação tem diminuído.Na atual conjuntura sul-africana, os partidos rivalizam-se sem mais o cuidado de manter as bases da reconciliação tão cara nos primeiros anos da democratização do país. A utopia da sociedade “multirracial” foi sendo dissipada na última década. Apesar de a retórica do CNA não afinar às vezes pelo diapasão do liberalismo econômico, o governo busca ajustar a economia local ao mercado internacional.
Em termos de relações exteriores com os países vizinhos, as tensões de uma história recente se amenizaram. O passado em comum dos partidos políticos de orientação marxista, como MPLA, Swapo, Zanu, Frelimo e CNA, favorece algumas parcerias entre Angola, Namíbia, Zimbábue, Moçambique e África do Sul. Além disso, os países da África austral têm atraído investimentos e negócios com a China. Saídas da luta revolucionária contra a supremacia branca, as novas elites políticas souberam usar das benesses do Estado para o seu próprio proveito. Apesar do Estado Democrático de Direito, a sociedade sul-africana contemporânea não conseguiu realizar ainda os ideais da famosa Carta da Liberdade aprovada pelo Congresso do Povo, em 1955, ainda nos tempos do apartheid. Se o apartheid faz parte do passado sul-africano, a Carta da Liberdade ainda resta como um projeto futuro para a África do Sul.
Por Sílvio Marcos de Souza Correa* (Carta Na Escola)
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
Atividade Filme Hotel Ruanda
Atividade com filme: Hotel Ruanda
Nome:________________________________Nº____ SÉRIE:_____Prof.Gutemberg
DATA:___/06/20____
Atividade com filme: Hotel Ruanda
Objetivos da atividade: Discutir o papel da ONU (Organização das
Nações Unidas) nos conflitos mundiais;
1. Colocar o nome dos países do continente africano nos seus respectivos
lugares e pesquise as colonizações impostas ao continente africano e coloque
legenda para essas colonizações.
COLONIZADORES NO CONTINENTE AFRICANO
2. Pesquise e coloque o
significado para as seguintes palavras:
• Etnia:
• fronteira política:
• Fronteiras:
• Genocídio:
• Identidade:
• limpeza étnica:
• refugiados:
• território:
• Xenofobia;
3. Leia o texto a seguir:
“Todos os grandes personagens viraram as costas para nossos massacres. Os
boinas-azuis, os belgas, os diretores brancos, os presidentes negros, as
pessoas humanitárias e os cinegrafistas internacionais, os bispos e os padres,
e finalmente até Deus.” A constatação é de Élie Mizinge, um dos assassinos
confessos hutus que participaram do massacre em Ruanda.
Faça um comentário sobre o texto acima apontando a veracidade ou não do mesmo a
partir do seu (s)entendimento da leitura audiovisual do filme Hotel Ruanda apresentado
na aula.
4. Explique o significado para a palavra Genocídio e explique o por que de
tratar o incidente apresentado no filme como genocídio?
5. A partir da análise do filme Hotel Ruanda, cite e explique a responsabilidade
da colonização belga de Ruanda no genocídio de 1994.
6. Atividade de descrição - Descrever as cenas do filme na sequência do
enredo.: o movimento turístico do hotel, as relações entre os tutsis; o início
das tensões; a realidade da situação vivenciada pelos personagens: a desterritorialização
no hotel, a exclusão e humilhação dos hutus, o genocídio.
7. Problematizar: O genocídio de Ruanda seria uma versão africana da limpeza
étnica que ocorre em alguns países europeus? Em quais lugares do mundo essa
prática ainda ocorre? Por quê?
8. Um conceito significativo abordado no filme: fronteira política do
território de Ruanda. Ele é mostrado nas cenas finais dos refugiados,
procurando desesperadamente sair do pais. Apresente argumentos sobre a barbárie
hutu, respondendo: É possível reorganizar esse território? Como? Quais suas
sugestões para retirar esses povos do caos étnico e político?
9. Crie uma legenda para cada imagem abaixo, lembrando que elas são imagens de
cenas do filme Hotel Ruanda.
cena 1 - cena 2 - cena3 - cena 4
10. Faça um fechamento da análise do
filme enfocando o papel da ONU no Genocídio em Ruanda em 1994 e quais a responsabilidades,
ou seja, a crítica que devemos fazer ao Conselho de Segurança da ONU.
11. Em quais
cenas do filme você observa cenas de corrupção explicitas? Em sua opinião, essa
corrupção deveria ser condenada? Justifique.
12. Muitos estudiosos comparam a história
de coragem e solidariedade de Paul Rusesabagina a
de Oskar Schindler. Pesquise a história desse último e relacione com a história
de Rusesabagina narrada no filme.
Assista ao Filme Hotel Ruanda. Outro link disponível clique aqui
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